domingo, 16 de fevereiro de 2014

Qual é a sua trilha sonora?

Alguém, sendo ouvinte, consegue viver sem música? Os pesquisadores da linha evolucionista tentam encontrar resposta para a função da música na vida do homem, mas não se sabe! O que sabemos é que todas as culturas se utilizam dela com fins diversos (recreativos, políticos, religiosos, etc). A música é herdeira da história do homem. Você consegue imaginar um filme sem trilha sonora? O que seria dos filmes de terror e suspenses sem seus acordes dissonantes e súbitos? Quem está acompanhando os Jogos de Inverno de Sochi pode observar a patinação no gelo  como está em função da trilha sonora (acho extremamente lindo e desconfio que inventaram para suprir o desejo do homem de voar!)!


O corpo do patinador se move no balanço da música! 

Que música(s) embala(m) seu viver?

O silêncio em forma de Cálice: Análise do Discurso na canção de Chico Buarque e Gilberto Gil - Parte I





RESUMO: A ideia para este trabalho se deu na leitura do texto de SILVA(2004), mais especificamente quando ela aborda, utilizando-se do trabalho de Eni Orlandi, o silêncio como uma forma de discurso. A partir deste texto e da relação com meu tema sobre a música, veio a ideia de abordar o silêncio, conotativa e denotativamente, na canção Cálice de Chico Buarque e Gilberto Gil, composta em 1973 no contexto da Ditadura Militar (1964-1985). O objetivo de análise está centrado na palavra Cálice no refrão da canção.
Como a linguagem, a música também tem uma estrutura, melodia, harmonia e ritmo. Dentro dessa estrutura existem propriedades como altura, intensidade, duração e timbre. Todos esses componentes conferem à Música uma gama de possibilidades e complexificação. Somente com esses elementos, há muito objeto de estudos para musicólogos, analistas, compositores, performers, etc. Até então, falo da música instrumental, sem nenhum diálogo com a linguagem escrita. Mas a partir do instante que se adiciona letra à música, aumentam-se as possibilidades de objetos e análises. Quando há texto, há possibilidade de se perguntar em relação ao destinatário, sobre o eu-lírico, as intenções do compositor ao escrever, que efeitos de sentidos este deseja provocar no ouvinte/consumidor da música, o contexto histórico e o lugar de onde se fala esse autor. É sobre exatamente essas questões que vou me abster nas próximas linhas. 
Pai, afasta de mim esse cálice
Pai, afasta de mim esse cálice
Pai, afasta de mim esse cálice
De vinho tinto de sangue

A estrofe da canção Cálice acima citada estabelece uma intertextualidade com passagens encontrada na Bíblia Sagrada:
[...]E, indo um pouco mais para diante, prostrou-se sobre o seu rosto, orando e dizendo: Meu Pai, se é possível, passe de mim este cálice; todavia, não seja como eu quero, mas como tu queres. [...] (Mateus 26:39)
[...]E, indo segunda vez, orou, dizendo: Pai meu, se este cálice não pode passar de mim sem eu o beber, faça-se a tua vontade. [...] (Mateus 26:42)
[...]E disse: Aba, Pai, todas as coisas te são possíveis; afasta de mim este cálice; não seja, porém, o que eu quero, mas o que tu queres. [...] (Marcos 14:36)
[...] e, pondo-se de joelhos, orava, dizendo: Pai, se queres, passa de mim este cálice; todavia não se faça a minha vontade, mas a tua. [...] (Lucas 22:41-42)

Os quatro textos citados fazem parte do Novo Testamento, onde se narra a história de Jesus e seu legado. Os textos são a mesma história a partir de narrativas diferentes, a de Mateus, Marcos e Lucas. Elas contam do momento próximo à crucificação de Jesus, momento este repleto de sofrimento, pois Ele (o Cristo) abarcava todas as dores do mundo. O peso da vida de cada homem. Por isso, neste momento de muita dor, incompreensão, solidão, o Cristo mostra sua face humana e pede ao seu Pai para que o livre deste sofrimento, desta dor, mas que acima de tudo seja feita a vontade d’Ele. Qual é a relação desta narrativa com a canção escolhida?


            Primeiramente, esta estrofe foi composta por Gilberto Gil (doravante GG) no dia da Sexta-feira Santa em 1973. No dia seguinte, ele leva este trecho junto com a primeira estrofe para um encontro na casa de Chico Buarque (doravante CB). Lá eles trabalharam na canção e GG compôs a primeira e terceira estrofe e CB a segunda e quarta. Neste encontro, fica claro para CB a intenção de Gilberto ao utilizar a palavra cálice como uma figura de linguagem de som. Cálice como imperativo cale-se. A partir daí, surge um jogo de palavras, mas não somente, é também um jogo ideológico.




Referências Bibliográficas
AMARAL, R. A. P. ; SOUSA, N. L.( 2012) . Afasta de mim esse cálice! Chico Buarque e a censura pós-1964. Revista Vozes do Vale, v. 1, p. 1-19.
BÍBLIA SAGRADA. Versão online. Almeida Corrigida e Revisada Fiel. Disponível em <http://www.bibliaonline.com.br/>. Acessado em 24 de janeiro de 2014.
BUARQUE, Chico. Cálice. [on-line]. Disponível em http://letras.mus.br/chico-buarque/45121/ Acessado em  24 de janeiro de 2014.
MORAES, A. V. S. ; AZEVEDO, Nadia (2012.). Cálice: silêncio ou resistência. Recorte, v. 9, p. 1-21.
ORLANDI, Eni P(2007). As formas do silêncio. Editora Unicamp: Campinas. 6ª ed.
SEVERIANO, Jairo; MELLO, Zuzza Homem de. Nota sobre Cálice. Site oficial de Chico Buarque. Disponível em <http://www.chicobuarque.com.br/letras/notas/n_zuza_calice.htm
SILVA, Rosineide Guilherme (2004.). Análise do discurso: princípios e aspectos gerais. In: III Congresso Brasileiro de Hispanistas, 2004, Florianópolis. III Congresso Brasileiro de Hispanistas.
WERNECK, Humberto. Nota sobre Cálice. Site oficial de Chico Buarque. Disponível em < http://www.chicobuarque.com.br/letras/notas/n_calice.htm > 

O silêncio em forma de Cálice: Análise do Discurso na canção de Chico Buarque e Gilberto Gil - Parte II

MORAES & AZEVEDO (2012, p.3) afirmam sobre a canção:
De Chico Buarque com Gilberto Gil a canção foi composta no ano de 1973, em pleno regime militar: são os “anos de chumbo”, pois o presidente do Brasil era o militar, general Emílio Garrastazu Médici. Em vigor estava o Ato Institucional número cinco (AI-5), promulgado em 24 de janeiro de 1967, no governo do presidente Costa e Silva. O ato regulava toda a produção cultural no Brasil. Nos dez anos em que vigorou, o ato impôs-se como instrumento de intolerância aos contestadores do regime militar, promovendo arbitrariamente repressão e intervenção, cassação, suspensão dos direitos políticos (Art. 5°), prisão preventiva, demissões (Art. 6°), perseguições e até confiscos de bens (Art. 8°).
                Eni Orlandi (apud SILVA, 2004) afirma que há muitas formas de silêncio, entre elas existem o silêncio imposto e o silêncio proposto. O imposto é sinônimo de dominação, subordinação, é a censura. Quem tem o poder estabelece o discurso que pode ser emitido. O proposto representa resistência, defesa, proteção. É o silêncio daqueles que eram obrigados a delatar seus amigos/companheiros no momento histórico referido. Não há dúvidas de que a canção Cálice é uma forma de protesto contra a imposição ditatorial do discurso aceitável, não é à toa que  algumas músicas compostas nesta época, inclusive a qual é tema de análise, é chamada de Música de Protesto.
            Faço duas leituras sonoras da palavra cálice na canção, não comprometendo a semântica:
1.      Pai, afasta de mim este cálice (cálice = calar-se, esta imposição, obrigação a não exprimir o meu discurso)
2.      Oprimido: Pai, afasta de mim este...
Opressor: Cálice (= Cale-se, não diga nada!)

Nas duas leituras, o efeito de sentido é o mesmo. Há uma imposição, um peso sobre os ombros do oprimido que ele não suporta. Não descontentamento quanto aos fatos vividos, e pior ainda, não se pode falar deste descontentamento. Há um movimento para lutar com a ideologia vigente, mas não ideologia como ideias, todavia como práticas (discursivas). E temos aí a linguagem como meio onde a ideologia se materializa. O silêncio também é compreendido como linguagem. Orlandi (2007) responde que o silêncio é um estatuto positivo, afirma que ele não é apenas falta de palavras e nem sombra do verbal: o silêncio significa.
Chico Buarque tentava de todas as formas driblar a censura, usando pseudônimos e fazendo uso de metáforas nas canções para que a censura não detectasse, mas nem sempre dava certo. Um exemplo é exatamente nesta canção. No dia da estreia da canção no show Phono 73, que a gravadora Phonogram (ex Philips, e depois Polygram) organizou no Palácio das Convenções do Anhembi, em São Paulo, em maio de 1973, houve um dispositivo de silenciamento, quando a censura percebeu a intenção da música. Quando CB e GG começaram, a cantar, desligaram o microfone. Eles tentaram cantar nos outros microfones que estavam no palco, mas foram desligados também. Um duplo e longo silenciamento... A canção só foi liberada em 1978, cinco anos depois de composta. Isso mostra que a Música está para além de seus elementos, propriedades e efeitos cerebrais. Ela perpassa a linguagem e é perpassada por esta. A música também soa relações de poderes e efeitos de sentidos devidamente localizados historicamente.

Referências Bibliográficas
AMARAL, R. A. P. ; SOUSA, N. L.( 2012) . Afasta de mim esse cálice! Chico Buarque e a censura pós-1964. Revista Vozes do Vale, v. 1, p. 1-19.
BÍBLIA SAGRADA. Versão online. Almeida Corrigida e Revisada Fiel. Disponível em <http://www.bibliaonline.com.br/>. Acessado em 24 de janeiro de 2014.
BUARQUE, Chico. Cálice. [on-line]. Disponível em http://letras.mus.br/chico-buarque/45121/ Acessado em  24 de janeiro de 2014.
MORAES, A. V. S. ; AZEVEDO, Nadia (2012.). Cálice: silêncio ou resistência. Recorte, v. 9, p. 1-21.
ORLANDI, Eni P(2007). As formas do silêncio. Editora Unicamp: Campinas. 6ª ed.
SEVERIANO, Jairo; MELLO, Zuzza Homem de. Nota sobre Cálice. Site oficial de Chico Buarque. Disponível em <http://www.chicobuarque.com.br/letras/notas/n_zuza_calice.htm
SILVA, Rosineide Guilherme (2004.). Análise do discurso: princípios e aspectos gerais. In: III Congresso Brasileiro de Hispanistas, 2004, Florianópolis. III Congresso Brasileiro de Hispanistas.
WERNECK, Humberto. Nota sobre Cálice. Site oficial de Chico Buarque. Disponível em < http://www.chicobuarque.com.br/letras/notas/n_calice.htm >


sábado, 1 de fevereiro de 2014

O que caracteriza a música?

Que elementos são postos como operadores de distinção na música? O que não é música?
O barulho é música? Qual é o seu conceito de música?

Essa apresentação abaixo pode ser tida como musical?


quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

O que é Cognição Musical? Parte I



Segundo OLIVEIRA(2005),
Cognição musical (CM) pode ser entendida como o estudo dos processos mentais subjacentes que ocorrem quando alguém se relaciona com a música, produzindo-a ou apenas ouvindo-a. O campo de estudo da CM envolve várias áreas, como por exemplo, as das ciências cognitivas da teoria musical, da psicologia, da musicologia, da neurociência, da ciência computacional, da filosofia etc. Mas em todos os casos é fundamental o foco sobre os processos mentais envolvidos com as tarefas em questão.

 É uma tentativa de responder, por via da ciência, a relação entre o homem e a música. Há algumas questões respondidas, mas ainda há bastantes questionamentos sem respostas....
Foi a partir de 1983, com o lançamento do livro The musical mind: the cognitive psychology of music, de John Slo­boda, que os termos “psicologia cognitiva da música”, “ciências cog­nitivas da música” e “cognição musical” passaram a ser considerados sinônimos. Existem muitas possibilidades de pesquisa neste campo, dado o seu caráter multidisciplinar, como já citado ( ILARI, 2006, citado por ARAÚJO, 2010). De acordo com a associação Music Cognition Resouce Center, pertencente à Universidade de Ohio (EUA), alguns enfoques para as pesquisas sobre cognição e música podem ser exemplificados, como os seguintes tópicos:
                Desenvolvimento musical
                Música e emoção
                Música e memória
                Música, cérebro e corpo
                Música, meio ambiente e cultura
                Influências da música
                Prazer e preferência musical
                Organização musical (criação)
                Música, performance e improvisação
                Habilidades musicais; inteligência musical
                Cognição musical e modelagem
                Origens do fazer musical; aspectos culturais da música

Além da contribuição de Sloboda, há outros pesquisadores estrangeiros de fundamental conhecimento para a área da Cognição Musical. Alguns destes são os seguintes, com seus respectivos trabalhos:

  1. Hargreaves, David J. The developmental psychology of music. Cambridge:Cambridge University Press, 1986.
  2. Snyder, Bob. Music and memory: an introduction. Cambridge, Massachusetts: MIT Press, 2000.
  3. Jourdain, Robert. Music, the brain, and ecstasy: how music captures our imagination. New York: William Morrow and Company, 1997.
  4. Dowling, W. Jay e Dane L. Harwood. Music cognition. San Diego: Academic Press, 1986.
  5. Francès, Robert. The perception of music. Hillsdale, NJ: Lawrence Erlbaum Associates, 1988.
  6. Deutsch, Diana, ed. The psychology of music. 2nd edition. San Diego: Academic Press, 1999.
  7. Parncutt, Richard. Harmony: a psychoacoustical approach. Berlin: Springer-Verlag, 1989.
  8. Huron, David. “Tone and voice: a derivation of the rules of voice-leading from perceptual principles.” Music Perception 19, n. 1 (2001):1-64







ILARI, Beatriz, org(2006). Em busca da mente musical. Curitiba: Editora da UFPR. In: ARAÚJO, Rosane Cardoso de (2010). Pesquisas em cognição e música no Brasil: algumas possibilidades discursivas. Música em contexto, Brasília, n. 4, 2010, p. 23-40.

OLIVEIRA, J. Z.(2005). “O que é cognição Musical” (texto elucidativo a respeito de Cognição Musical, exposto no 1º Simpósio Internacional de Cognição e Artes Musicais”, em Curitiba, Paraná). Disponível em http://www.neuromusic.com.br/donwload/artigos/O%20que%20e%20Cognicao%20Musical%20(1).pdf.



O que é Cognição Musical? Parte II



OLIVEIRA(2005) traz uma lista enorme de perguntas de pesquisas dentro de subcampos da pesquisa em CM segundo o grupo de estudos da Ohio State University (OSU):

1. Origens musicais e Caráter Musical
Por que as pessoas fazem música?
Será que o fazer-música contribui de alguma forma para a sobrevivência do gênero humano?
Há quanto tempo o homem faz música?
Como se originou o fazer-música pelo homem?
Por que cada cultura no mundo tem música diferente?
Animais são capazes de apreciar ou "entender " a música humana?

 2. Habilidade e Inteligência Musicais
Por que algumas pessoas são mais musicais do que outros?
Quais são os elementos da habilidade musical?
Inteligência “musical" independente da inteligência geral?
Talento musical pode ser identificado ou medido?
Será que podemos predizer quais crianças são musicalmente talentosas?
Por que algumas pessoas" mostram-se “surdas" para sons musicais? 
Algo pode ser feito para ajudar às pessoas que demonstram surdez para a música a se tornarem mais musicais?
Por que somente algumas pessoas têm "afinação" perfeita?
Será que uma afinação perfeita pode ser aprendida?
Será que a habilidade musical é herdada?
Como será que algumas pessoas podem “ouvir" o que está escrito em uma partitura sem qualquer som?
Como os compositores sabem o que escrever quando compõem?

3. Prazer e a Preferência musicais
Como música desperta prazer?
Por que o som de unhas sobre o teclado provoca um som tão ruim como as unhas sobre um quadro negro?
O que faz com que sonoridades ou sons de corda soem de forma
agradável?
Por que nossas preferências musicais mudam às vezes com o passar do tempo?
Por que as pessoas discordam gostando ou rejeitando certas músicas?
Será que as preferências musicais estão relacionadas com a
personalidade?
Será que todo mundo "ouve" música do mesmo modo?
Por que não gostamos de ouvir mais de um trecho de música ao mesmo tempo?
Por que precisamos tanto de música e tanto de variedade musical? por que nos limitamos a ouvir as melhores obras?
Por que algumas pessoas gostam mais de música do que outras?
Música sempre tem que estar envolvida com sons?
Pessoas surdas podem aprender apreciar música apenas lendo uma
partitura?
Por que a maioria das pessoas prefere música tonal quando comparada com música atonal?

 4. Desenvolvimento Musical
Será que o nosso ouvir musicalmente muda com o desenvolvimento e com a nossa velhice?
Será que as crianças experimentam música da mesma forma que os
adultos?
Será que a compreensão musical depende do contato com ela desde cedo?
Será que tocar música para criança antes do nascimento tem algum
valor?
Como o desenvolvimento musical se relaciona com o desenvolvimento físico aumentando a coordenação motora?
Com treinar para que possamos escutar diferenciadamente?
Será que há certas experiências de vida (como êxtase ou pesar) que
possam contribuir para o entendimento de música?

 5. Organização Musical
Será que a organização da música é de alguma forma semelhante á da fala ou do idioma?
Por que melodia e ritmo são tão importantes para a música?
Por que algumas progressões de acordes soam melhores do que outras?
Será que algumas escalas “são melhor" do que outras?
O que é tonalidade?
Qual será a origem de várias regras usadas na composição, a exemplo das regras de voz principalis ou cantus firmus no contraponto seiscentista?
O que torna algum recurso “musical"?




ILARI, Beatriz, org(2006). Em busca da mente musical. Curitiba: Editora da UFPR. In: ARAÚJO, Rosane Cardoso de (2010). Pesquisas em cognição e música no Brasil: algumas possibilidades discursivas. Música em contexto, Brasília, n. 4, 2010, p. 23-40.

OLIVEIRA, J. Z.(2005). “O que é cognição Musical” (texto elucidativo a respeito de Cognição Musical, exposto no 1º Simpósio Internacional de Cognição e Artes Musicais”, em Curitiba, Paraná). Disponível em http://www.neuromusic.com.br/donwload/artigos/O%20que%20e%20Cognicao%20Musical%20(1).pdf.




O que é Cognição Musical? Parte III



6. Música e Memória
Por que algumas melodias “se grudam” em sua cabeça?
Por que nem todas as melodias “se grudam” em sua cabeça?
Como as recordações musicais são armazenadas no cérebro?
Por que não podemos recordar tudo o que alguma vez ouvimos?
Nossa memória para música pode ser melhorada?
Como a repetição do prestar a atenção à mudança de uma obra melhora nossa experiência sobre ela?
Quanto a memória é importante para a apreciação de uma obra musical?
Como somos capazes de identificar instrumentos diferentes pelos seus sons?

 7. Música e Emoção
Como a música evoca emoções?
Há emoções que não podem ser evocadas através de música, a exemplo de vergonha ou inveja?
Por que algumas músicas nos torna nostálgico?
Por que as pessoas gostam de escutar a música que lhes causa tristeza?
O que nos leva a não gostar de algumas canções?

 8. Desempenho de Música e Improvisação
Por que existem os rubatos? Por que a música não é executada
estritamente de acordo com o tempo cronométrico em que está escrita?
O que faz com que algumas interpretações de uma determinada música sejam melhores do que outras?
Por que os músicos têm que praticar tanto?
Existe um modo melhor para praticar?
Qual é o melhor modo para ensinar os artistas (dotados?)?
Por que alguns dotados padecem em determinadas fases?
Há o que se possa fazer para evitar ou pelo menos diminuir desconfortos em determinadas fases do aprendizado?
Como grupos de artistas podem coordenar seus desempenhos?
O que torna algumas pessoas capazes de improvisar música?
Como grupos de músicos são capazes de improvisar em conjunto?

 9. As Influências causadas pela Música
Música "pode curar" as pessoas?
Como a música pode, de alguma maneira, corromper ou modificar o comportamento moral de alguém?
Música de fundo é ruim para você?  5
Uma pessoa pode escutar música demais?
Será que escutar música torna alguém mais inteligente?
Será que a ausência completa de música tem efeito prejudicial para as pessoas?
Por que algumas músicas despertam nas pessoas vontade de dançar?
Por que a música não provoca nas pessoas a vontade de cozinhar ou trabalhar no jardim?
Por que é fácil dirigir um carro e escutar música ao mesmo tempo,
enquanto que freqüentemente é difícil ler um livro e escutar a música ao mesmo tempo?
Por que algumas músicas são capazes de distrair do que outras?
Música é um fenômeno espiritual?

 10. Música, Cérebro e Corpo
Como música ou aspectos de música (como por exemplo a altura ou o timbre) são representados no cérebro?
Será que nossa fisiologia pessoal afeta nossa experiência de música? 
Como a doença ou anormalidades fisiológicas podem influenciar nossa experiência musical?
O que acontece quando você “imagina" música?
Pode haver alucinações musicais?
Drogas podem aumentar prazer musical?
Drogas podem intercepta o prazer musical? Em caso afirmativo, por quê?
Música "acontece" em uma parte particular do cérebro?
Há estruturas do cérebro especializadas só para música?
As mulheres e homens experimentam música diferentemente?

 11. Música, Ambiente e Cultura
Será que podemos apreciar música de outras culturas da mesma forma que as pessoas daquela cultura?
Como as crianças se tornam aculturadas a uma determinada música?
Por que culturas ou estilos mudam?
Como a história de uma cultura específica influencia o desenvolvimento do futuro músico?
Uma música pode nos revelar algo sobre as pessoas que a fazem?
Qual o papel da música numa determinada cultura?
Uma cultura musical pode ser considerada superior à outra?
Como culturas musicais interagem entre si?
Há modos diferentes de "escutar"?
O treino ou o esforço seria capaz de fazer-nos ouvir música de forma diferente?
O que é a relação entre música e as outras artes?
Há limites nos quais a música pudesse atingir?

 12. Modelando Música através da Cognição
Como podemos modelar a experiência musical?
Como podemos modelar o pensamento musical?
O que são as implicações de conexionismos diante da modelagem
musical?
Será que o conexionismo pode modelar corretamente a seqüência dos processos mentais segundo a dependência temporal?


O objetivo do blog não é responder todas estas questões, até porque é impossível! Mas tratarei de questões que cruzam com algumas dessas perguntas. Não deixe de acompanhar!


ILARI, Beatriz, org(2006). Em busca da mente musical. Curitiba: Editora da UFPR. In: ARAÚJO, Rosane Cardoso de (2010). Pesquisas em cognição e música no Brasil: algumas possibilidades discursivas. Música em contexto, Brasília, n. 4, 2010, p. 23-40.

OLIVEIRA, J. Z.(2005). “O que é cognição Musical” (texto elucidativo a respeito de Cognição Musical, exposto no 1º Simpósio Internacional de Cognição e Artes Musicais”, em Curitiba, Paraná). Disponível em http://www.neuromusic.com.br/donwload/artigos/O%20que%20e%20Cognicao%20Musical%20(1).pdf.